terça-feira, 30 de março de 2010

Origem da Libras no Brasil

No caso da Língua Brasileira de Sinais, em que o canal perceptual é diferente, por ser uma língua de modalidade gestual visual, a mesma não teve sua origem da língua portuguesa; que é constituída pela oralidade, portanto considerada oral-auditiva; mas em outra língua de modalidade gestual visual, a Língua de Sinais Francesa, apesar de a Língua Portuguesa ter influenciado diretamente a construção lexical da Língua de Brasileira de Sinais, mas apenas por meio de adaptações por serem línguas em contato.

No Brasil, a educação dos surdos teve início durante o Segundo Império, com a chegada do educador francês Hernest Huet.

A primeira escola de surdos no Brasil foi criada pela Lei nº 839, de 26 de setembro de 1857, por Dom Pedro II, no Rio de Janeiro, o Imperial Instituto dos Surdos-Mudos, voltado à educação literária e ensino profissionalizante de meninos estabelece o oralismo puro como filosofia de educação, entretanto, a LIBRAS sobreviveu na sala de aula com idade entre 7 e 14 anos; teve como primeiro professor Ernesto Huet, cidadão surdo francês, trazendo consigo a Língua de Sinais Francesa. Conforme Goldfeld (1997), em 1911, segue a tendência mundial, e até 1957, e nos pátios e corredores da escola a partir desta data, quando foi severamente proibida.

De acordo coma Editora Arara Azul, (www.editora-arara-azul.com.br) tese de Soares ( 1999, p. 20 ) e Moura, Lodi, iniciou-se com Pedro Ponce De Leon (1520-1584), na Europa, ainda dirigida à educação de filhos de nobres. Leon era da ordem Beneditina e, em um mosteiro, tinha muitos alunos surdos, onde se dedicava ao ensino da fala, leitura e escrita.

Denis Diderot, na França, produz também a Carta sobre os surdos-mudos para uso dos que ouvem e falam (1751), texto este destinado a um professor de retórica e filosofia antiga, onde questiona os métodos até então utilizados com surdos, ressalva a complexidade das Línguas de Sinais, analisa linguisticamente a produção de signos por meio de gestos.

Em 1756, Abbé de L’epée cria, em Paris, a primeira escola para surdos, o Instituto Nacional de Jovens Surdos de Paris, com uma filosofia manualista e oralista. Foi aprimeira vez na história, que os surdos adquiriram o direito ao uso de uma língua própria. (Gremion, 1998: p. 47)

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